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(1/10 🧵) Se você mora em Nova York, pode ver um novo aviso: "ESTE PREÇO FOI DEFINIDO POR UM ALGORITMO USANDO SEUS DADOS PESSOAIS." Essa divulgação obrigatória entrou em vigor no final do ano passado, e é a primeira tentativa de um Estado dos EUA de lidar com uma nova geração de preços de vigilância.


(2/10) Você conhece preços dinâmicos — pense em Ubers, voos ou ingressos para shows que aumentam com base na oferta e na demanda. "Precificação de vigilância" leva isso a um novo patamar: usar seus dados para definir um "preço para você" com base no seu ponto de ruptura previsto. Isso está, cada vez mais, em todo lugar.
(10/04) Em 2025, a Delta testou o Fetcherr, supostamente uma IA projetada para encontrar o preço mais alto que um consumidor tolera. A Delta classificou essa caracterização de imprecisa, mas em ligações com investidores executivos divulgaram a tecnologia como um "super analista" que acabaria com os preços estáticos. (Link para a foto)

(10/5) Walmart, Whole Foods e Kohls estão mudando para etiquetas eletrônicas nas prateleiras que exibem preços dinâmicos. A Kroger os implantou com a Microsoft AI — uma configuração que uma investigação do Senado de 2024 alertou que poderia permitir o "aumento de preços" por meio de reconhecimento facial. (A Kroger afirma que só vai baixar os preços.)

(10/6) A Uber acompanha a duração da bateria. O ex-executivo Keith Chen observou em 2016 que usuários com bateria baixa têm mais probabilidade de aceitar preços de surto. A Uber afirma que não usa esses dados para definir preços, mas a correlação continua sendo um ponto de escrutínio regulatório.
(7/10) Desde que John Wanamaker popularizou o preço em 1861, preços fixos funcionam como um contrato social de fato. Por 150 anos, isso garantiu um padrão de mercado: o mesmo custo para cada cliente, independentemente de sua experiência ou habilidades de negociação.
(10/8) Agora, vamos voltar para o bazar. Mas desta vez você não está enfrentando um lojista. Você está enfrentando uma enorme infraestrutura digital calculando sua própria tolerância a preços.
(11 de setembro) Essa tendência tem seus defensores — o Z, da Wharton. John Zhang chama isso de eficiência e diz que vai baixar os preços. Mas a jurista Veena Dubal chamou isso de "discriminação".
(11/10) Nesse novo normal, os custos são ajustados individualmente ao limite máximo do consumidor e os salários ao mínimo mínimo do trabalhador.
Da próxima vez que você vir um preço, saiba que ele pode não refletir o valor do item — mas sim o que o algoritmo acredita que *você* vale.
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